PESQUISAR ARTESÃO

Roberto Vital Mestre


Descrição

Vindo de uma família numerosa, na qual todos participavam do cultivo da terra para a subsistência, Roberto Vital da Silva, o mestre Roberto Vital, nasceu no dia 9 de janeiro de 1975, em Nova Cruz, distrito de Igarassu, e desde os cinco anos de idade já fazia com caroços de frutas e cocos secos os brinquedos que preencheram a infância. Em seu tempo de aluno da Escola Municipal Luiz de Barros Sampaio sempre foi destaque na disciplina de Desenho, tanto que a professora, para não danificar os trabalhos elaborados pelo menino, lançava as notas no verso porque já enxergava ali um artista em formação. Roberto Vital cresceu tendo o tempo dividido entre os afazeres da lavoura, a alfabetização na escola e a tornar tangível os frutos de seu espírito inventivo. As primeiras esculturas foram feitas com machado - o mesmo utilizado pelo pai, Cristóvão Vital da Silva, no roçado de mandioca. Só conheceu as ferramentas básicas de entalhe , como goivas e formões, aos 14 anos quando um de seus irmãos (José) o presenteou com um conjunto delas ao receber o primeiro salário. Tinha como sonho entrar para a Marinha e ganhar o mundo, seguindo os passos de um outro irmão, mas a recusa no alistamento, aos 18 anos idade, fez com que Roberto se voltasse definitivamente para o talento que já dominava desde muito jovem. Autodidata, foi um dos primeiros em Igarassu a adotar como marca o reaproveitamento de madeira, estabelecendo com a natureza uma relação de profundo respeito. Apurou sua técnica usando troncos, folhas e todo o substrato de coqueiros tombados para a confecção de peças que reproduzem animais da fauna brasileira, personagens e registros da realidade sociocultural em que está inserido. Acrescentou o uso de outras texturas, como troncos de algarobeiras, jenipapeiros e sucupiras encontradas em terrenos baldios e na mata do Engenho Novo, transformando-os em esculturas que se destacam pelas proporções e esmero no trabalho de entalhe. Começou a apresentar e a comercializar o seu trabalho no Restaurante Porto Vasco, em Igarassu, sendo convidado em seguida para exposições em shoppings, feiras e congressos. No ao de 2001, conheceu Lourdinha Vasconcelos e Ana Holanda, que o convidaram a se inscrever nos salões de arte da Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte). “Foi uma grande experiência porque não conhecia nada sobre arte e tampouco tinha contato com outros artistas. Na Fenearte ampliei o meu universo, tendo uma visão mais abrangente da minha própria arte”, relembra o mestre que naquele ano foi destaque (3º lugar) com O Caboclo de Lança - escultura feita de tronco e raízes de coqueiro. Em 2002, Roberto Vital volta à Fenearte como expositor, arrebatando o segundo no Salão de Arte Popular com a peça Bumba meu Boi - escultura com mais de três metros de altura. O artista se consagrou também nas edições de 2007 (3º lugar com o tótem O Rei do Cangaço); 2011 (1º lugar com A Vaquejada); 2012 (1º lugar com O Rei do Baião); 2015 (1º lugar com Colheita de Coco em Igarassu) e 2017 (1º lugar do Salão de Arte Religiosa com A Procissão de São Cosme e Damião). Roberto Vital nunca deixou o Sítio São Cristóvão, em Nova Cruz, mas seu trabalho ganhou reconhecimento em todo o Brasil e no exterior, atraindo a atenção de colecionadores. Há mais de cinco anos desenvolve voluntariamente um trabalho de educação ambiental e formação artística junto às crianças e adolescentes da comunidade e alunos de escolas visitantes. “Infelizmente as pessoas não são educadas para contribuir com a natureza. Não é preciso destruir para criar. Ao repassar um pouco do meu conhecimento para eles, além de ajudar na revelação de seus talentos, é essa a mensagem que desejo passar”, assegura o mestre.

Endereço:
Estrada de Nova Cruz
Litoral Norte
Nova Cruz, Igarassu, Pernambuco,
fone:
ver fone(81)99628-7089 e 99436-7263
website:
http://www.artenococorobertovital.blogspot.com/

Adicione mais informações à página.

Documento Comprobatório

Confirme que anexou documento comprobatório autêntico: SIM