PESQUISAR ARTESÃO


Descrição

O fato de ter crescido em Olinda, sorvendo toda a atmosfera da cidade Patrimônio da Humanidade, foi fundamental para que Joseano Pereira de Santana, o mestre Dido Pereira, se tornasse artesão e conhecedor do ofício do entalhe. Nasceu no Recife, no dia 02 de setembro de 1975, e aos dez anos de idade, já morador da Rua do Amparo, acompanhava com curiosidade o trabalho de gravação em madeira feito pelos artistas locais, como J. Costa, seu vizinho e fonte de admiração. Do quintal de sua casa, o menino observava o mestre no processo de transformar matéria bruta em arte. Pedaços de tábuas e as ferramentas do padrasto e entalhador José Daniel, sempre usadas às escondidas, marcaram o início. Primeiro vieram os carrinhos e os brinquedos para uso próprio, mas aos 16 anos de idade, Dido já confeccionada, com apuro técnico, esculturas em madeira policromada, com destaque para as flores tropicais e animais da fauna brasileira. À temática, acrescentou o sacro e o profano, trabalhando em troncos de jaqueiras, cedros e louro canela, santos, anjos e figuras do nosso imaginário carnavalesco - como a Mulher do Dia e o Homem da Meia-Noite. Leva a assinatura do artista, por sinal, a estatueta do Prêmio Gigante Cultural Homem da Meia-noite, concedido anualmente pela secular agremiação olindense àqueles que contribuem para a cultura pernambucana. No processo de entalhe para alcançar a forma do objeto idealizado, o artesão adota ferramentas, entre goivas e formões, muitas delas adquiridas de antigos mestres olindenses. Para Dido, elas guardam em si significados especiais: além da qualidade do material que resiste ao tempo, são testemunho daqueles que vieram antes e que fizeram da arte popular o sentido de suas vidas. Assim como eles, Dido se acha um predestinado. "Eu sempre quis viver da minha arte. Amo o que faço e sou movido por uma busca que me renova”, indica o artesão que durante muito tempo esteve envolvido na transmissão de saberes para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social de comunidades carentes. Mestre Dido participa da Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte) desde 2002 e foi destaque no Salão de Arte Popular Ana Holanda em 2011, quando conquistou o segundo lugar com a escultura A Sagrada Família, retratando a sina dos retirantes sertanejos. Já representou Pernambuco em feiras realizadas em Minas Gerais, São Paulo e Alagoas e suas esculturas e painéis têm mercado e admiradores em todo o Brasil. Apesar da forte ligação, deixou a cidade de Olinda e atualmente reside em Porto de Galinhas, no município de Ipojuca. É lá que mantém o seu espaço de criação e aproveita, quando pode, sua segunda paixão: o surf.

Endereço:
Chácara de Porto
Porto de Galinhas, Serrambi, Pernambuco,
fone:
ver fone81 - 9.9106 1263

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